Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

A Peloponnese (Grécia) em 12 fotografias

Inês, 12.09.18

peloponnese.JPG

Foi este o caminho que fiz (quase) todos os dias. Atravessar as tendas do parque de campismo, passar a floresta a ouvir as cicadas nas árvores e ver a praia do outro lado. Mergulhar. A praia da Peloponnese tornou-se a minha segunda casa (a primeira era o acampamento). De manhã, aproveitando as horas em que o calor ainda não sufoca, há famílias com cães e crianças a brincar na areia. As horas de calor a meio da tarde eram a minha hora preferida para fazer este caminho. O calor é tanto (por volta dos 36/38º) que só se está bem dentro de água. Às oito e meia o sol põe-se e a praia volta a ganhar vida com as pessoas que querem nadar com o sol no horizonte ou fazer paddlesurf. Para nós, era a hora de estarmos juntos, depois de um dia que tinha começado há demasiadas horas atrás.

 

Ler mais )

Um mês de voluntariado com tartarugas marinhas na Grécia

Inês, 01.09.16

Caretta caretta

Nota: Há uma tartaruga acabada de eclodir nesta fotografia.

É disto que tenho mais saudades. Acordar ainda de noite, seguir para as praias de Platanias e esperar o nascer do sol. Ver as cores do céu a mudar aos poucos e então sim, começar. Percorrer quilómetros de praia à procura das marcas das Caretta caretta na areia e, em Agosto, também das marcas das crias pelo areal.

 

Aumento da janela de visualização

Inês, 17.11.15

É difícil explicar o que se ganha em fazer voluntariado ou um intercâmbio erasmus. Não se ganha nada que seja quantificável. Estive na Sicília uma semana, num intercâmbio erasmus. Quando me perguntam como foi, ao invés de explicar (o que não sei explicar) fico-me por: "foi bom", "foi giro" ou "gostei".

 

Na Sicília, conheci um rapaz da minha idade que anda numa cadeira de rodas. Vive num apartamento no 4º andar de um prédio com um único elevador, onde a cadeira de rodas não cabe na porta. Todos os dias, sempre que precisa de entrar ou sair de casa, é preciso que alguém o ajude a levantar-se e a apoiar-se enquanto alguém desmonta a cadeira e a volta a montar dentro do elevador e o mesmo quando o elevador chega ao 4º andar. Não sei quantificar, nem explicar, o que é ver este processo demorado e custoso todos os dias, o quanto nos faz ter a percepção de uma realidade diferente, e bem mais difícil.

Mas, cheguei a uma explicação desta forma de aprendizagem não quantificável, à qual chamei: O efeito - aumento da janela de visualização.

Sem Título.jpg

 Este efeito pode ser resultado de:

  • Contacto com uma cultura diferente (com mais frequência significativamente diferente);
  • Contacto com uma realidade diferente (que, com mais frequência, nos deixa inicialmente desconfortáveis);
  • Contacto com uma história de vida diferente;
  • Contacto com uma perspectiva diferente (com mais frequência, oposta à nossa).

É claro que não é preciso fazermos voluntariado (fora ou dentro do país) ou um intercâmbio para passarmos por este efeito mas, quando o fazemos, abrimos mais portas para isso acontecer.

 

Outra designação boa para isto é o "see the bigger picture":

DSCF5056.jpg

 Vista do telhado da catedral de Palermo, Sicília.

Guia de Voluntariado Internacional

Inês, 04.09.15

Há dois anos estive um mês a fazer voluntariado num centro de reabilitação de tartarugas marinhas na Grécia. Foi, sem sombra de dúvida e até hoje, o melhor mês da minha vida. Pela experiência, pelo país, pelas pessoas que conheci. Quem já participou num projecto assim sabe que o voluntariado internacional é uma experiência extraordinária. Que nos dá muito mais do que aquilo que nós possamos dar com o nosso tempo e o nosso trabalho. Entretanto, já estive na Holanda a fazer voluntariado com focas e já voltei à Grécia para um Youth Exchange.

Centro de tartarugas marinhas.png

 Centro de reabilitação de tartarugas marinhas, Grécia 

 

Fazer uma viagem é ir. Fazer voluntariado fora é ir e ficar. É fazer parte do dia-a-dia de uma comunidade local, viver a cultura e o ambiente. O objectivo é fazer o bem, deixar aquele projecto, aquela comunidade, melhor do que quando ali chegámos.