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MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

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Loukoumades: uma receita da Grécia

Inês, 20.11.18

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Uma das melhores coisas de se repetir o mesmo destino é que, por um lado, se torna uma segunda casa. A língua já não é completamente desconhecida, as rotinas tornam-se familiares, as comidas repetem-se. Por outro, há sempre coisas novas (sítios, sabores, música) a descobrir.

 

Este ano, na minha quarta viagem à Grécia, descobri as loukoumades. São uma espécie de donuts em forma de pequenas bolas que se comem tradicionalmente com mel. São igualmente boas com açúcar e canela ou com chocolate derretido. Versões mais modernas têm recheios de frutos vermelhos e (claro) nutella!

 

Vendem-se em banquinhas à beira da praia ao final do dia ou em festivais de Verão ao lado de banquinhas de souvlaki. A primeira vez que as comi foi mesmo num festival. Estávamos no quiosque da Archelon a informar as pessoas e vender algumas coisas para a associação (que vive de doações e venda de coisas como porta-chaves com tartarugas marinhas ou livros de colorir) quando as pessoas começaram a montar as barraquinhas do festival. Ao nosso lado, uma senhora montou uma banca para vender lençóis.

 

Vocês podem pensar que: Ninguém vai a um festival de Verão à noite para comprar lençóis. Nós também pensámos. Uma hora depois, havia uma fila enorme para a senhora dos lençóis (que vendeu muito mais do que nós). A única coisas que nos serviu de consolo foram mesmo as loukoumades que comprámos no final do turno.

 

No dia seguinte, uma voluntária grega passou a tarde inteira a fazer umas quantas dezenas para toda a gente. E eu, só porque são mesmo boas, escrevi a receita num caderno. Faz-se assim:

  1. Pôr 2 copos de água morna numa taça;
  2. Adicionar dois pacotes de levedura e 2 colheres de açúcar para ativar a levedura;
  3. Adicionar farinha até obter a consistência certa (cerca de 1kg);
  4. Mexer;
  5. Adicionar uma colher de sal;
  6. Deixar descansar por 30 minutos;
  7. Fritar numa panela de óleo quente;
  8. Comer com açúcar e canela, mel ou chocolate derretido.

A cura para tudo: um bom livro e chocolate

Inês, 05.09.17

O ano passado passei um mês a viver num parque de campismo para um projeto de voluntariado. No dia em que cheguei, sem saber o que esperar e assustada com a perspetiva daquela experiência ter sido uma péssima ideia, conheci a Mathilda. Uma rapariga francesa que estava no parque, sentada numa cadeira de madeira, com um livro na mão e um gato bebé no colo.

- Que mais é preciso? – disse ela. Foi nesse momento que todos os meus receios se evaporaram, tinha sido uma ótima ideia. Para além disso, um dos rapazes do acampamento (um holandês) sabia fazer um bolo de chocolate para campismo. Como assim? Bom, não vai ao forno, não precisa de batedeira e não dá trabalho nenhum. Não há vez em que faça este bolo que não me lembre daquelas pessoas, dos livros que li por ali (como este) e dos (muitos) gatos bebés do parque. Por isso, aqui fica uma sugestão de um bom livro e um bom e fácil bolo de chocolate (para campismo).

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