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MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

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Cabines de leitura: Deixar um livro, levar um livro

Inês, 20.08.19

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Foi uma boa surpresa ver na praia da areia branca, na Lourinhã, uma antiga cabine telefónica transformada numa mini-biblioteca. A ideia é simples, partilhar a literatura de uma forma acessível a todos. A regra é a de deixar um livro para levar um livro. Troca por troca. Neste site conseguem ver as localizações destas cabines. Além disso, também há nesta praia (e noutras provavelmente) mini-bibliotecas de praia.

Outro projeto igualmente interessante são as "Little free library" que são pequenas casinhas de madeira que funcionam como pequenas bibliotecas nos mesmos moldes (deixar um livro para levar um livro). Em Lisboa, há uma junto ao CCB, outra na quinta das conchas e nos nirvana estudios. Há também uma em Óbidos, outra no Porto e várias nos Açores. Podem saber mais sobre este projeto aqui.

Se conhecerem mais projetos interessantes deste género ou souberem de mais localizações destes espaços partilhem nos comentários :)

Também fui à feira do livro

Inês, 27.06.19

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Ainda vou a tempo de falar sobre a feira do livro? Não me lembro da última vez que lá fui, mas sei que não foi no ano passado, nem no anterior. E não sabia as saudades que tinha. Só fui uma vez, espreitei os alfarrabistas (que tinham muita coisa interessante mas nada do que me interessava) e perdi-me nos caixotes de livros esgotados da Relógio d'água. Trouxe um livro da Daphne do Maurier chamado "O outro eu" a 5 euros. Fiquei com pena de não ter trazido mais uns quantos desses caixotes.

Depois trouxe mais três livros:

  • Um livro que quero ler há muito tempo: Viagens com o Charley de John Steinbeck, um livro de não ficção sobre a viagem do escritor com o seu cão pelos Estados Unidos.
  • Um livro recente que queria ler: A vida no campo: os anos da maturidade de Joel Neto, já li o primeiro e adorei. Estou a ler este livro agora e a gostar muito.
  • Um livro que me despertou interesse na feira: O livro de Emma Reys, as cartas da escritora colombiana. Estava a um bom preço na feira e parece-me que vou gostar muito.

De resto, serviu para matar saudades da feira, para trocar impressões sobre livros com alguns livreiros e para ver um casal, nos seus 70 ou 80 anos, na Relógio d'Água a perguntar se tinham alguns livros. O senhor segurava o saquinho com os livros e o papel onde estavam anotados os livros que a mulher queria comprar e ia dando indicações de autores e títulos enquanto a senhora perguntava à livreira se estavam disponíveis. Depois lá seguiram para a editora seguinte, o senhor a indicar onde era o próximo pavilhão e a confirmar a lista e a senhora a contar a história do livro que queria dessa editora e de que uma amiga tinha gostado muito. Também serve para isto a feira do livro.

Nunca fui à de Setembro em Belém mas, havendo sempre uma primeira vez para tudo, estou em crer que vai ser este ano.

O Vimeiro e um bom livro: Call me by your name

Inês, 18.09.18

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Não tinha vontade de ler este livro antes de ver o filme, nem depois para ser sincera. Gostei do filme, mas não adorei. Achei um filme perfeito de Verão, com uma paixão que se acende numa vila italiana. A vontade de ler este livro foi crescendo com as opiniões que li (aqui, aqui e aqui) com a procura de um livro para ler nas férias, nomeadamente na piscina do Vimeiro. Não sei como é que, tendo passado tantos Verões na zona do Oeste, ainda não conhecia a piscina do Vimeiro. Já tinha visto fotografias e quando cheguei reconheci logo a paisagem verde das montanhas ao redor. O cenário que rodeia a piscina vale bem a pena a visita. A piscina em si é de água mineral, ou seja, não arde nos olhos e é bem mais agradável do que qualquer piscina onde tenha estado. Só peca por ser pequena e por estar num sítio ventoso (ou não ficasse em pleno Oeste).

 

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Ser turista no Porto por um dia

Inês, 07.08.18

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Nunca tinha ido ao Porto. Imperdoável, eu sei. Entretanto, juntaram-se uma série de fatores. Havia uma exposição que não queria perder e que acabou por ser a desculpa ideal para deixar de adiar a viagem. Queria ir à Lello e passear um bocadinho para desanuviar do fim de (mais) uma época de exames e entrar em modo de férias. Fui e vim no mesmo dia aproveitando uma promoção da cp (ida e volta ficou a 30 euros). Três horas de viagem parece muito tempo mas com uma boa conversa passou a correr.

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Lobos ao Crepúsculo

Inês, 13.09.17

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Nem sempre é fácil ver os lobos no CRLI (Centro de Recuperação do Lobo Ibérico) que fica ali para os lados da Tapada de Mafra. Este centro é um santuário que recebe animais de outros locais que ficam sem espaço para eles e de pessoas que acharam boa ideia ter uma cria de lobo em casa e mudaram de opinião quando a cria se transformou num lobo adulto.

Mas dizia eu que nem sempre é fácil vê-los. São noturnos e, como vivem neste centro para o resto da vida (não podem ser devolvidos à natureza porque não iam sobreviver) as instalações são enormes e cheias de vegetação, o que é ótimo para os animais, mas torna mais difícil observá-los.

Quando vi que o centro estava a organizar visitas ao crepúsculo durante o Verão, lá fui, na esperança de que, sendo mais tarde, fosse possível ver alguns lobos. Pouco depois da visita guiada ter começado já estávamos a olhar para um casal de lobos à nossa frente. Uma fêmea sentada, sem qualquer receio, e um macho, mais tímido atrás dela. Não fazia ideia que os lobos se confundissem tanto com a vegetação.