Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

A Peloponnese (Grécia) em 12 fotografias

Inês, 12.09.18

peloponnese.JPG

Foi este o caminho que fiz (quase) todos os dias. Atravessar as tendas do parque de campismo, passar a floresta a ouvir as cicadas nas árvores e ver a praia do outro lado. Mergulhar. A praia da Peloponnese tornou-se a minha segunda casa (a primeira era o acampamento). De manhã, aproveitando as horas em que o calor ainda não sufoca, há famílias com cães e crianças a brincar na areia. As horas de calor a meio da tarde eram a minha hora preferida para fazer este caminho. O calor é tanto (por volta dos 36/38º) que só se está bem dentro de água. Às oito e meia o sol põe-se e a praia volta a ganhar vida com as pessoas que querem nadar com o sol no horizonte ou fazer paddlesurf. Para nós, era a hora de estarmos juntos, depois de um dia que tinha começado há demasiadas horas atrás.

 

Ler mais )

Ser turista no Porto por um dia

Inês, 07.08.18

porto.JPG

Nunca tinha ido ao Porto. Imperdoável, eu sei. Entretanto, juntaram-se uma série de fatores. Havia uma exposição que não queria perder e que acabou por ser a desculpa ideal para deixar de adiar a viagem. Queria ir à Lello e passear um bocadinho para desanuviar do fim de (mais) uma época de exames e entrar em modo de férias. Fui e vim no mesmo dia aproveitando uma promoção da cp (ida e volta ficou a 30 euros). Três horas de viagem parece muito tempo mas com uma boa conversa passou a correr.

Ler mais )

 

Frida Kahlo: uma exposição de fotografia

Inês, 24.07.18

frida-kahlo.jpg

Confesso que não sabia muito sobre Frida Kahlo até ter decidido ir ao Porto ver a sua exposição de fotografia. Conhecia os seus auto-retratos mas pouco sabia sobre a sua vida. Não sabia que quando tinha apenas seis anos, Frida sofreu de poliomielite, que a deixou com uma perna mais curta do que a outra e a coxear. Os vestidos compridos que usava tornaram-se uma forma de disfarçar isso. E com 18 anos, o autocarro escolar onde seguia colidiu com um elétrico e Frida sofreu mais de 20 fraturas. Passou cerca de um ano de cama e foi aí que começou a pintar os seus quadros.

Ao longo da vida, Frida teve mais de 30 cirurgias e toda a sua vida foi marcada pela dor, desde ter sofrido vários abortos, até ter perdido a sua mãe com cancro. Casou com Diego Rivera, mas nem aí as coisas foram tranquilas. Os dois acabaram por se divorciar e por casar novamente e ambos tiveram amantes.

Tanto a sua relação amorosa conturbada quanto a dor física que durou toda a sua vida (sofreu a amputação da perna direita em 1953 com 46 anos e morreu no ano seguinte) serviram de matéria para as suas pinturas.

Ainda assim, talvez o mais extraordinário sobre a sua vida seja a referência constante das pessoas que a conheciam à sua alegria de viver. Frida vivia constantemente, 24 sobre 24 horas com níveis de dor física difíceis de imaginar mas pintava, muitas vezes deitada na cama, viajava, juntava-se com amigos e familiares e mantinha uma série de animais exóticos que apareciam nas suas pinturas. Viveu até ao último dia da sua vida e não há melhor vingança (para as coisas más da vida) do que essa.

frida-kahlo.png

Esta é uma exposição que não podem mesmo perder. Está no centro português de fotografia do Porto até ao dia 4 de Novembro.

A feira da bagageira na Ericeira

Inês, 16.08.17

Feira da bagageira na Ericeira

No fim-de-semana passado a Ericeira encheu-se de carros atolados de artigos em segunda mão para a feira da bagageira. Esta feira tem passado por vários locais da região de Lisboa e qualquer pessoa se pode inscrever para vender artigos que tenha em casa, como velharias, livros, mobília, roupa, brinquedos, enfim, de tudo um pouco. Os vendedores transportam os artigos na bagageira do carro (daí o nome da feira) e vendem-nos a preços simpáticos.

Esta frase na página do facebook da feira resume bem as vantagens da feira:

A Feira da Bagageira promove a protecção do ambiente, evitando excessos de produção, contribuindo para a sustentabilidade do planeta e do orçamento mensal lá de casa.

Chania, Creta em 12 fotografias

Inês, 22.08.16

Voltei da Grécia há uns dias e já tenho saudades. Estive por lá cinco semanas a fazer voluntariado (hei-de escrever sobre isso) na zona de Chania, ilha de Creta.

O que tem mais graça na Grécia são os detalhes. As ruas escondidas e estreitas, as lojinhas de artesanato e de pintura, as flores por todo o lado, os mercados, os vendedores de rua. Chania, uma cidade portuária na ilha de Creta não é excepção. Ficam aqui 12 das fotografias que tirei nas muitas caminhadas pela cidade:

Mandala

 Este senhor (infelizmente escapou-me o nome) vende Mandalas - peças de joalharia que podem ser moldadas com as mãos - nas ruas de Chania. Aprendeu a fazê-las na Índia, vendeu-as no Nepal e, por fim, em 1984, fixou-se em Creta.

Barco em Chania