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Sobre votar

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Custa-me olhar à volta e perceber que uma boa parte dos meus amigos e conhecidos da minha idade (vintes e tais até aos trintas e tais) não votam. Custa-me porque parece-me que é perigoso acomodarmos-nos politicamente.

É certo que o voto é opcional e as pessoas têm o direito de não votar. Eu entendo, mas não concordo. A política em Portugal é árida e desinteressante. É ouvir constantemente os mesmos partidos, as mesmas pessoas a debitar as mesmas ideias ano após ano. Mas não podemos esquecer que as liberdades que temos, e que muitas vezes tomamos como garantidas, são o resultado de decisões políticas. Decisões essas aprovadas por políticos eleitos pelos cidadãos que votam. E não votar, seja porque razão for, é não entender que as liberdades se perdem mais facilmente do que imaginamos. Às vezes, basta estarmos distraídos.

Um dos problemas da democracia é que a cruzinha no boletim não é capaz de captar todas as subtilezas do voto. Ou se vota sim ou não. Ora, às vezes vota-se num determinado candidato sem convicção, ou até com repugnância, ou como forma de protesto. Mas a cruzinha só transmite a mensagem simplista do apoio.
Ricardo Araújo Pereira no livro «Idiotas úteis e inúteis»

Espero que no próximo dia 24 vão votar (se não votaram antecipadamente). Se precisarem de saber onde podem votar basta irem aqui.

Algumas sugestões:

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