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Ler, escrever e viver

Ler, escrever e viver

Os 8 melhores livros que li este ano

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Flowers for Algernon de Daniel Keyes

O melhor livro que li nos últimos anos e que, felizmente, já tem uma versão portuguesa. Neste livro de ficção científica, Charlie faz uma cirurgia para ultrapassar o seu atraso intelectual e se tornar mais inteligente. O livro é escrito sob a forma de relatos de progresso pelo próprio Charlie e é de partir o coração.

 

Balada para Sophie de Filipe Melo e Juan Cavia

Um pianista de sucesso vive numa mansão e é visitado por uma jornalista que o convence a contar a sua história. Um trabalho incrível que junta desenhos lindíssimos a uma história bem construída que nos prende do início ao fim.

 

Heimat de Nora Krug

Quando comprei este livro, a senhora da caixa folheou-o e perguntou-me se havia mais exemplares, porque queria ir buscar um. É que o livro é lindo. Entre recortes de época, histórias infantis e árvores genealógicas, a autora explora o passado da sua família alemã e as ligações ao nazismo.

 

Autobiografia não autorizada de Dulce Maria Cardoso

Fiquei curiosa com este livro depois de ouvir a Dulce numa das aulas do curso de escrita de não ficção da Tinta da China. Na verdade, foi o primeiro livro que li da autora (ainda não li o Retorno nem Eliete) e adorei.

 

Talvez devesses falar com alguém de Lori Gottlieb

Uma terapeuta decide fazer terapia e escreve as suas histórias e dos seus pacientes. Há histórias mais interessantes do que outras, mas quase todas têm algum ponto de interesse. A verdade é que, mesmo com histórias diferentes, os problemas que levam as pessoas a fazer terapia são, quase sempre, semelhantes. Acho que é um livro de memórias muito bem conseguido, e este continua a ser dos meus géneros preferidos.

 

Nadar no escuro de Tomasz Jedrowski

Não estava à espera de gostar tanto deste livro. É um livro de prosa que se lê como poesia sobre Ludwik, um rapaz a entrar na idade adulta que se apaixona por outro rapaz no conturbado cenário político da Polónia dos anos 80. Além de ter gostado muito da escrita do autor, gostei de conhecer mais sobre o cenário político da altura.

 

O acontecimento de Annie Ernaux

Foi o primeiro livro que li da autora que ganhou o Nobel este ano. É um livro escrito do ponto de vista de uma jovem de 23 anos que tenta fazer um aborto em França nos anos 60, altura em que o aborto é ilegal. É um relato muito cru, sem qualquer tipo de sentimentalismo. Gostei muito e fiquei curiosa para ler mais livros da autora.

 

Pequenas coisas como estas de Claire Keegan

Este livro de 80 páginas passa-se na Irlanda, nos anos 80. Durante as semanas que antecedem o Natal, um comerciante de carvão tenta satisfazer todas as encomendas. Numa das entregas, descobre um segredo guardado pela igreja e, quando tenta perceber o que se passa, enfrenta o silêncio cúmplice de toda a cidade. No fundo, é um livro sobre as coisas erradas das quais somos cúmplices por ficarmos em silêncio e sobre as pessoas que tentam romper esse silêncio. Gostei muito.

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