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O luto de Elias Gro de João Tordo

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Foi o primeiro romance que li de João Tordo. Antes disso, só tinha lido o «Manual de sobrevivência de um escritor». Trouxe este livro da biblioteca porque, entre os muitos romances do autor, era aquele que mais me chamava à atenção.

Este livro conta a história de um homem que aluga um farol numa pequena ilha remota onde conhece um padre, uma menina de onze anos, e um escritor cuja casa foi engolida pelo mar. É um livro sobre os demónios do passado e sobre a solidão.

Eu sei que é um dos livros mais aclamados do autor, mas confesso que não fiquei rendida. Gostei muito do livro numa fase inicial. Há uma atmosfera melancólica que me fez perceber porquê que dizem que Tordo sabe criar o ambiente dos seus livros como ninguém. 

No fundo, a dor é paz; um lugar intermédio onde finalmente entendemos que, por mais que se repitam os gestos hábeis de todos os dias, o que aconteceu nunca tornará, e todas as coisas - todas, sem excepção - se irão perder, uma de cada vez, devagarinho, sem que tenhamos tempo de as deter na ida ou de perguntar para onde vão.

Gostei muito da atmosfera do livro e dos personagens. No entanto, a meio do livro comecei a sentir que algumas partes se tornaram repetitivas e desnecessárias e cheguei ao fim sem me ter conseguido sentir dentro da história. 

Vou, provavelmente, dar outra oportunidade ao autor mas talvez leia um dos seus thrillers em vez de outro romance.

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