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Mataram a cotovia de Harper Lee

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A primeira vez que tive vontade de ler este livro foi a ver o filme «Capote» que segue a história de Truman Capote durante os anos em que investigou o assassinato de uma família no Kansas que o levou a escrever «A sangue frio». Harper e Truman foram vizinhos e colegas de escola na infância e ficaram amigos até muitos anos depois. No filme, Truman vai a uma festa de lançamento do livro de Harper: «Mataram a cotovia».

Este livro publicado nos anos 60 conta a história de um advogado que, durante a década de 30 no Alabama, defende um homem negro que é acusado injustamente de violar uma mulher. O mais interessante do livro é que a história é contada do ponto de vista da filha deste advogado, a Scout. Assim, acabamos por ter duas visões. A das crianças que começa agora a ser corrompida pelos preconceitos sociais e a visão dos adultos (que não consegue tolerar que a palavra de um homem negro se sobreponha à de uma mulher branca).

Pode ser injusto ler um clássico tão lido, tão falado, tão conhecido porque é impossível não ter as expectativas altas ao ler um livro assim. Na primeira parte do livro, Harper demora-se a dar-nos a conhecer as personagens da cidade fictícia de Maycomb onde se passa a história. Na segunda parte, o livro torna-se bem mais interessante e vemos todo o julgamento do ponto de vista de Scout, do seu irmão Jen e do amigo Dill. «Mataram a cotovia» é um clássico incontornável que merece todo o apreço que tem recebido desde a sua publicação.

Recentemente, com tudo o que tem acontecido nos Estados Unidos, tem-se revelado cada vez mais importante. Sobre isto recomendo muito ouvir John Oliver e Trevor Noah, assim como ler as obras de Maya Angelou («Sei porque canta o pássaro na gaiola»), Trevor Noah («Born a crime»), Alice Walker («A cor púrpura»), entre outros. Este é o momento certo para nos tornarmos mais informados, conscientes e capazes de argumentar contra o que se passa à nossa volta e que, tantas vezes, por desconhecimento ou privilégio ignoramos.

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