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MAR DE MAIO

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Frida Kahlo: uma exposição de fotografia

24.07.18 | Inês

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Confesso que não sabia muito sobre Frida Kahlo até ter decidido ir ao Porto ver a sua exposição de fotografia. Conhecia os seus auto-retratos mas pouco sabia sobre a sua vida. Não sabia que quando tinha apenas seis anos, Frida sofreu de poliomielite, que a deixou com uma perna mais curta do que a outra e a coxear. Os vestidos compridos que usava tornaram-se uma forma de disfarçar isso. E com 18 anos, o autocarro escolar onde seguia colidiu com um elétrico e Frida sofreu mais de 20 fraturas. Passou cerca de um ano de cama e foi aí que começou a pintar os seus quadros.

 

Ao longo da vida, Frida teve mais de 30 cirurgias e toda a sua vida foi marcada pela dor, desde ter sofrido vários abortos, até ter perdido a sua mãe com cancro. Casou com Diego Rivera, mas nem aí as coisas foram tranquilas. Os dois acabaram por se divorciar e por casar novamente e ambos tiveram amantes.

 

Tanto a sua relação amorosa conturbada quanto a dor física que durou toda a sua vida (sofreu a amputação da perna direita em 1953 com 46 anos e morreu no ano seguinte) serviram de matéria para as suas pinturas.

 

Ainda assim, talvez o mais extraordinário sobre a sua vida seja a referência constante das pessoas que a conheciam à sua alegria de viver. Frida vivia constantemente, 24 sobre 24 horas com níveis de dor física difíceis de imaginar mas pintava, muitas vezes deitada na cama, viajava, juntava-se com amigos e familiares e mantinha uma série de animais exóticos que apareciam nas suas pinturas. Viveu até ao último dia da sua vida e não há melhor vingança (para as coisas más da vida) do que essa.

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Esta é uma exposição que não podem mesmo perder. Está no centro português de fotografia do Porto até ao dia 4 de Novembro.

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