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Escrever de Stephen King

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Eu já suspeitava que ia gostar muito deste livro, mas não esperava gostar tanto. Há muito tempo que não ficava a ler um livro pela noite dentro e aconteceu com este. «Escrever» do Stephen King promete ser, como o título indica, um livro sobre a escrita. Na realidade, assemelha-se mais a uma autobiografia.

Na primeira parte, King conta histórias da sua infância. De como começou a escrever pequenas histórias e a vendê-las na escola e, mais tarde, a enviá-las a revista. Em troca, recebia cartas de rejeição que pendurava na parede. Conta histórias da mãe que trabalhava muito a ganhar muito pouco e de como conheceu a mulher, Tabitha, com quem é casado até hoje. E que também já publicou alguns livros, não editados em Portugal.

Foi já quando tinham dois filhos que King escreveu Carrie e a enviou a um editor que aceitou publicar o livro. Mais tarde, a venda da versão em paperback tirou-os de uma situação financeira precária e a carreira do autor começou a partir daí.

Na segunda parte, King dá conselhos mais práticos sobre escrita, muitos aprendidos nos anos em que foi professor de escrita criativa. Achei esta parte menos interessante porque, apesar de alguns conselhos serem transversais, outros aplicam-se à língua inglesa.

No final, a escrita é para enriquecer a vida daqueles que lêem a sua obra e também para enriquecer a sua vida. A escrita serve para despertar, melhorar e superar. Para ficar feliz, está bem? Ficar feliz. Uma parte deste livro - talvez grande demais - trata de como aprendi a escrever. Outra parte considerável trata de como escrever melhor. O resto - talvez a melhor parte - é uma carta de autorização: você pode,  deve e, se arranjar coragem para começar, fará.

Na última parte do livro, King fala sobre o acidente que teve no Verão de 1999 e que interrompeu a escrita deste livro. Voltar a ele, algumas semanas mais tarde e ainda em recuperação de um acidente muito aparatoso, foi como voltar à vida.

Dentro desta linha de livros sobre a escrita, este é o melhor que já li. Quero também ler o livro sobre a escrita de Joyce Carol Oates e o do James Wood.

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