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«Depois a louca sou eu» e «Você nunca mais vai ficar sozinha» de Tati Bernardi

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«Depois a louca sou eu» é um livro da escritora brasileira Tati Bernardi sobre a sua experiência com a ansiedade. É um livro com um ritmo acelerado, algo caótico que espelha o que é a mente de uma pessoa altamente ansiosa.

O pânico é essa intersecção entre a certeza absoluta de que você não importa nada para o mundo e a certeza absoluta de que todos estão comentando o fato de você não importar nada para o mundo. Um medo do palco lotado, só que todos estão te assistindo pelas costas.

Além de relatar muitas situações em que a ansiedade a impediu de entrar num avião, de desfrutar de uma tarde no parque, de simplesmente estar, Tati também escreve sobre a forma como a ansiedade influencia as suas relações pessoais. A sua relação com a mãe, por exemplo, é bastante abordada no livro.

Porque mãe é um troço bem insuportável. Mãe é um negócio de deixar qualquer um maluco. Mãe é muito bom, mas, pelo amor de Deus, que coisa doida é mãe.

Gostei muito do livro e de descobrir esta autora. Na verdade, gostei tanto que assim que acabei li logo o segundo livro da autora editado em Portugal, um romance sobre o tema da maternidade chamado «Você nunca mais vai ficar sozinha

O livro, contado na primeira pessoa por uma mulher grávida, é uma dissertação sobre o processo de ser filha para passar a ser filha e mãe ao mesmo tempo. Apesar de ser um romance, diria que a personagem tem uma voz muito idêntica à do livro «Depois a louca sou eu». Apesar de ter gostado deste segundo livro, continuo a preferir o anterior.

Dentro do tema da maternidade, gostei do filme "The lost daughter", baseado numa novela de Elena Ferrante. O filme acompanha uma professora em férias na Grécia, que conhece uma mãe na praia. Este encontro leva a personagem a reviver a sua experiência com a maternidade. É um drama psicológico sobre como a maternidade pode levar as pessoas ao limite. Não li esta novela (que está no livro «Crónicas do mal de amor»), por isso, não posso comentar sobre a forma como foi adaptada, mas gostei muito do filme.

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