Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

Afinal, os livros servem para quê?

23.11.17 | Inês

ler-mar-de-maio.jpg

PENSAR

Há uns meses a J. K. Rowling partilhou um estudo no twitter que mostrava que as pessoas que tinham lido Harry Potter tinham menos probabilidade de votar em Trump porque reconheciam nele traços de personalidade semelhantes aos de Voldemort. Sim, a sério. Ler ajuda-nos a encontrar ligações, por exemplo, entre momentos históricos passados e acontecimentos recentes. Ou mesmo entre o personagem de um mundo mágico e um político atual. Porque não?

 

Ler também serve para nos fazer pensar na nossa própria vida. No livro «A insustentável leveza do ser» Milan Kundera explica que os personagens que cria são as suas possibilidades não realizadas, ou seja, as pessoas que não foi, as profissões que não teve e as decisões que não tomou. Para nós, leitores, os livros também servem para experimentarmos um bocadinho as pessoas que não somos.

 

Algumas sugestões: «A insustentável leveza do ser» de Milan Kundera | «As intermitências da morte» de José Saramago | «A quinta dos animais» e «1984» de George Orwell

 

ESCAPAR

Mergulhar numa história permite-nos escapar ao nosso dia-a-dia, mesmo que não seja essa a intenção. Acho que o exemplo mais extremo disto vem da série «Orange is the new black». Quem acompanha esta série da netflix sabe que há várias personagens a ler muito durante o tempo passado na prisão. Não só porque têm (muito) tempo para isso mas também porque lhes permite escapar a um ambiente muito duro.

 

Também Nelson Mandela, durante os seus 27 anos de prisão (praticamente uma vida), usava a leitura como forma de se manter inspirado e agarrado àquilo em que acreditava e por que lutava. O The Guardian tem um artigo muito bom com entrevistas a prisioneiros sobre o impacto dos livros na sua vida dentro da prisão.

 

Algumas sugestões: série Harry Potter de J. K. Rowling | «O senhor dos anéis» de J. R. R. Tolkien

 

EMPATIZAR

Imaginarmo-nos no lugar dos outros é mais fácil dito do que feito. Toda a gente sabe o que é a empatia mas, infelizmente, basta lermos os comentários a uma notícia qualquer no facebook para perceber que não a pomos em prática tanto quanto devíamos.

 

Os livros dão-nos a conhecer histórias com as quais temos pouco (ou nenhum) contacto no dia-a-dia. Na verdade, são tão importantes para desenvolver a empatia que até já existe uma biblioteca online com títulos de livros (e filmes) que promovem a empatia. O filósofo Roman Krznaric que lançou o site explica que:

Se não nos tornarmos melhores em empatia, acho que não vamos ser capazes de evoluir e resolver os problemas globais, como a desigualdade e a crise ecológica. 

 

Algumas sugestões: «Orange is the new black» de Piper Kerman | «O diário de Anne Frank»

3 comentários

Comentar post