Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

A cultura pop tem de ter opinião política?

08.05.18 | Inês

alice-donovan-rouse-195456-unsplash.jpg

A questão vem de trás mas ganhou novo fôlego à medida que a política norte-americana parece cada vez mais perdida (desde a eleição de Trump à falta de controlo das armas de fogo, passando por quase tudo o resto). Mas, será que os cantores têm obrigação de ter uma opinião política pública? Ter não têm. E muitos (como Taylor Swift, por exemplo) não o fazem, seja por medo de perder público ou simplesmente porque não querem. É pena. O legado de músicas que marcaram quem as ouve porque cantam aquilo que muita gente pensa e poucos têm coragem de dizer em voz alta é longo. Desde as músicas de Jonhy Cash até ao Imagine de John Lennon e, mais recentemente, ao vídeo genial «This is America» de Childish Gambino que está tão bem feito que é preciso ver uma e outra vez para dar atenção aos detalhes.

 

Estas músicas (e vídeos) podem não ter mudado o mundo (infelizmente) mas são um ato de coragem por parte de quem as escreve. Mesmo quando não concordo inteiramente, ganho sempre respeito por um artista que põe as vendas de lado e reconhece que há coisas mais importantes (quando é algo feito com pés e cabeça e não sobre a forma de rant no twitter como fez Kanye West).

 

Além disso, não podemos esquecer a inspiração que um cantor pode levar ao seu público (quase sempre jovem), incentivado-o a votar e a ser politicamente ativo. A March for our lives fez algo extraordinário. Mostrou que adolescentes com uma posição ativa na sociedade podem, talvez não mover montanhas mas pelo menos abrir portas e fazer pressão para que outros as movam. Os cantores têm esse poder sem esforço. E é sempre bom quando decidem fazer uso dele.

2 comentários

Comentar post