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3 documentários para ver: My octopus teacher, Found e The rescue

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My octopus teacher

Provavelmente o meu documentário preferido de sempre. A história de um homem na África do Sul que desenvolve uma relação com um polvo. Além das paisagens lindíssimas da África do Sul e da floresta de kelp, a história está muito bem construída.

Acho que ninguém que viu o documentário ficou surpreendido com a notícia de que o Reino Unido considerou os polvos como seres sencientes perante a lei:

Sentience is the ability to have feelings, such as pain, distress, or comfort. Scientific evidence about the complex behaviour and nervous systems of these animals has been accumulating over recent decades, and it has led us to conclude that there is a strong likelihood of these species being sentient.

 

Found

Entre 1979 e 2015 o governo chinês impôs a conhecida política do filho único. Como resultado, uma geração de famílias foram forçadas a abandonar o seu segundo filho (por não terem dinheiro para a penalização financeira) ou as suas filhas (por lhes ser mais benéfico ter um rapaz).

Este documentário da Netflix segue três raparigas chinesas que foram adoptadas por famílias norte-americanas. Através de um site de análise de DNA, descobriram que eram primas e decidem partir para a China em busca dos seus pais biológicos. É um documentário muito triste porque os pais que aparecem vivem claramente atormentados por uma decisão que foram obrigados a tomar décadas antes. Muitos abandonaram mais do que um filho. O final é bastante insatisfatório, mas a vida é, muitas vezes, assim também.

 

The rescue

Este documentário da National Geographic conta a história do resgate de 12 rapazes e do seu treinador de uma gruta tailandesa em 2018. Foi uma história que parou o mundo e que comoveu muita gente e o documentário é fantástico. 

Quando os rapazes foram dados como desaparecidos, várias entidades oficiais foram chamadas para ajudar. Voluntários que faziam mergulho em cavernas como hobby também. No final, os navy seals que estavam encarregues do resgate têm muitas dificuldades porque não têm o equipamento nem o treino adequado. São dois britânicos de meia-idade que mergulham como hobby que conseguem ver os rapazes pela primeira vez.

E é um destes mergulhadores que tem a ideia de loucos de retirar os miúdos sedando-os. Apesar de ninguém achar boa ideia (nem sequer o médico envolvido), acaba por correr tudo bem. 

O facto do resultado ter sido o mais improvável possível (acabar tudo bem) traz alguma graça a uma situação trágica. Além disso, a parte política da Tailândia é maioritariamente ignorada no documentário, mas há um momento em que é dito a um dos mergulhadores que, caso a ideia dele corra mal, o mais provável é acabar numa prisão tailandesa. Ainda bem que o mais improvável aconteceu.

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