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Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

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O melhor deste ano pelo blog (e não só)

Uma tarde na livraria

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Passei uma tarde numa livraria uns dias antes do Natal. Com todas as restrições, estava muita gente a comprar livros para oferecer, o que é sempre bom. Algumas cenas dessa tarde:

1.

Um rapaz pergunta ao livreiro:

- Estou à procura de um livro para a minha namorada;

- O quê que ela gosta de ler?

- Ahhh, hum, acho que só leu as cinquenta sombras de grey.

 
2.
Uma senhora pede ajuda ao livreiro para encontrar um livro sobre cavalos:
- Mas assim um livro com fotografias de cavalos?
- Tenho de ver se temos. É para que idade?
- Bom, na verdade, é para um adulto que gosta de cavalos
 
3. 
Dois avós estão na secção infantil a escolher livros para os netos.
Ela: - Só vais levar um livro para cada neto?
Ele: - Sim...
Ela: - Bom, para os mais pequenos podias levar dois.
Ele, pensativo: - Então a partir de que idade é que só têm direito a receber um?

Receita de Ferrero Rocher dairy free

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É uma das tristezas de quem tem intolerância à lactose. Começa a chegar o Natal e qualquer hiper/supermercado tem todo um expositor enorme de chocolates e doces que não podemos comer. Os que mais me chateia não poder comer são os da Lindt (tão bons!) e os ferrero rocher (que saudades!). Por isso, quando descobri esta receita de Ferrero rocher sem lactose e vegan decidi experimentar.

Têm a avelã no meio, o recheio de chocolate com avelãs e a cobertura de chocolate e avelãs picadas, faltando só a bolacha (não se pode ter tudo). Não foi difícil arranjar os ingredientes tirando o xarope de áçer que encontrei no celeiro mas optei por não usar. A receita é muito fácil de fazer.

E então, de 0 a 10 quão parecidos são com os verdadeiros Ferrero Rocher? Quando comecei a comer diria um 7, mas depois habituei-me ao sabor e diria um 8.

 

Ingredientes

Usei as doses para duas pessoas que deram para uns 35 ferreros.

- 220 gr. avelãs

- 120 gr. nutella (comprei esta do celeiro que é vegan e sem lactose)

- 4 colheres de sopa de chocolate em pó

- 3 colheres de chá de extrato de baunilha

- 2 colheres de sopa de óleo de coco (derretido)

- 1 pitada de sal

- 150 gr. chocolate para derreter 

 

Receita

  1. Deixar de lado as avelãs para o centro dos ferreros e processar as outras numa picadora;
  2. Retirar uma parte das avelãs picadas (para depois juntar ao chocolate derretido e usar na cobertura dos ferrero) e juntar os restantes ingredientes (com excepção do chocolate para derreter) na picadora e continuar a processar até a mistura se unir;
  3. Moldar as bolas, com uma avelã no meio, e usando cerca de uma colher de chã da mistura;
  4. Derreter o chocolate com uma colher de chá de óleo de coco. Depois junta-se as avelãs picadas a este chocolate;
  5. Mergulhar as bolas de ferrero no chocolate derretido com as avelãs picadas;
  6. Pôr no frigorifico durante, pelo menos, 30 minutos. Podem ser guardados no frigorífico por duas semanas ou congelados até 4 meses.

Os 8 melhores livros que li este ano

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Os melhores 8 livros que li este ano (os que faltam li da biblioteca ou no kobo).

Persépolis de Marjane Satrapi - Uma novela gráfica em que a autora narra a sua infância e adolescência passada em Teerão nos anos 80. A vida da sua família vai acompanhando a história do Irão.

Maus de Art Spiegelman - Mais uma novela gráfica em que o autor narra a história dos pais judeus que passaram pelo campo de concentração de Auschwitz. Os judeus estão representados como ratos e os nazis como gatos. Depois de ler sobre a polémica com os livros de ficção do Holocausto de José Rodrigues dos Santos faz ainda mais sentido recomendar este livro. A par com o «O homem em busca de um sentido», é um dos melhores livros sobre este período da história.

Pátria de Fernando Aramburu - A história de duas famílias que se tornam inimigas depois de o filho de uma das famílias se juntar à ETA. Um livro em que a história destas duas famílias acompanha a história sangrenta da ETA no país basco. Vale também a pena ver a série da HBO.

Mataram a cotovia de Harper Lee - Finalmente li este clássico da literatura norte-americana. Conta a história de um advogado que, durante a década de 30 no Alabama, defende um homem negro que é acusado injustamente de violar uma mulher. A história é contada do ponto de vista de Scout, uma criança. Um clássico que deve ser lido por todos.

Conduz o teu arado sobre os ossos dos mortos de Olga Tokarczuk - A história de Janina, uma professor que vive numa aldeia remota da Polónia onde membros do clube de caça local começam a aparecer mortos. Janina desenvolve a teoria de que os animais se estão a virar contra as pessoas. É um thriller, é um livro sobre política e sobre natureza. É cómico e é desconcertante. Um dos melhores livros que já li na vida.

Grande Sertão: Veredas de João Guimarães Rosa - Um livro com uma escrita difícil que entrega tudo aquilo que promete. Riobaldo, um jagunço no sertão do Brasil, conta a história da sua vida e o seu amor por Diadorim. Este amor atormenta-o e o livro é uma reflexão sobre o bem e o mal, Deus e o diabo. O final apanhou-me desprevenida e surpreendeu-me muito.

Isto vai doer de Adam Kay - O diário de um médico desde o internato até abandonar a Medicina no sistema de saúde inglês. Algumas histórias são cómicas, outras tristes, mas todas impactantes.

In pursuit of disobedient women de Dionne Searcey - A história de uma jornalista do New York Times que se muda com a família para o Senegal para fazer reportagens sobre o grupo boko haram na Nigéria.

E vocês, quais foram os melhores livros que leram este ano?

As 10 melhores séries que vi este ano

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Acho que é inegável que 2020 foi um ano genial para as séries. Houve tantas séries bem conseguidas que foi difícil escolher apenas dez mas aqui ficam:

 

Para pensar:

Defending Jacob (apple tv) - Andy Barber é um advogado que está a tentar provar que o seu filho adolescente não matou um colega da escola. Um thriller/suspense extremamente bem feito que nos prende do primeiro ao último minuto.

The queen's gambit (netflix) - Acho que nunca pensámos que uma série sobre jogar xadrez pudesse ser tão interessante, mas esta tornou-se uma das maiores surpresas do ano. A série segue a história de Beth Harmon, uma rapariga órfã que se torna um prodígio do xadrez nos anos 60.

Pátria (HBO) - Uma série espanhola baseada no romance de Fernando Aramburu, que foi um dos melhores livros que li este ano. Esta série conta a história de duas famílias que se tornam inimigas mortais como resultado da atividade da ETA no país basco. A série tem um ritmo lento, mas as personagens, os diálogos, os cenários fazem jus ao livro de Aramburu. Vale a pena a leitura antes de ver a série.

Dark (netflix) - Tive uma relação de amor-ódio com esta série. Adorei a primeira temporada, apesar dos muitos personagens e da série ser algo confusa. A confusão só aumenta da primeira temporada para a frente e, apesar de ser uma série genial, achei algo cansativa e repetitiva.

Ratched (netflix) - A história de Mildred Ratched, que começa a trabalhar num hospital psiquiátrico nos anos 40 e esconde muitos segredos. Além de personagens interessantes e uma fotografia incrível, este drama retrata os métodos bárbaros que eram usados para tratar os problemas de saúde mental (e outros que nem isso eram) naquela altura.

 

Para ter medo:

Servant (apple tv) - Esta série é muito subvalorizada. É dos melhores thrillers/suspense que já vi e vai seguir para segunda temporada (que promete ser tão estranha como a primeira). Basicamente, um casal perde um filho bebé e a mulher arranja um nenuco para o substituir assim como uma ama estranhíssima para cuidar dele.

A maldição da casa de Bly (netflix) - A história de uma ama que vai tomar conta de duas crianças (Flora e Miles) numa mansão na Inglaterra rural no final dos anos 80. Com o tempo, torna-se evidente que as crianças têm comportamentos estranhos e que a casa esconde muitos segredos. Uma série ao estilo de «A mansão de Hill house» mas, para mim, ainda melhor.

 

Para rir:

Brooklyn 99 - Uma comédia sobre um grupo de polícias em Brooklyn. É uma daquelas séries de conforto que podemos ver sem cansar.

Schitt's creek - Descobri esta comédia porque ganhou o emmy. São seis temporadas com episódios de 20 minutos sobre uma família rica que perde tudo e acaba a viver num motel de uma pequena cidade.

 

Para ver num instante:

Never have I ever (netflix) - Não dava nada por esta série depois de ver o trailer. Parecia mais uma série de adolescentes sem grande interesse. Mas ainda bem que a vi. Esta série conta a história de uma rapariga de família indiana a viver nos Estados Unidos. Tem personagens complexas e histórias bem conseguidas. É leve, cómica e aborda temas como o amor, a identidade cultural, o luto e a família. Um "coming of age" a não perder.

E por aí, quais foram as melhores séries que viram este ano?

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