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MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

Ser adulto é isto?

30.11.17 | Inês

Num episódio da série The middle desta temporada, de que já falei aqui, há uma parte em que Frankie (a mãe) explica ao Axl, acabado de sair da universidade, que ser adulto é ter sempre medo: de falhar, de não arranjar emprego, de não ter dinheiro, de não fazer dinheiro, de alguma coisa correr mal ou de correr tudo mal, de ficarmos doentes antes de um compromisso importante, de tomar a decisão errada, de mudar ou de ficar na mesma. Enfim. Dito assim, parece tudo mau. Não é, tem certamente coisas más ou menos boas. Mas depois existem aqueles momentos de puro contentamento com o momento presente que me lembram sempre esta cena fantástica do filme "The perks of being a wallflower".

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Ser adulto é isto:

 

- Conhecer pessoas que morrem e que já não são só os nossos avós. Ter números de telefone e mails que já não ligam a ninguém.

 

- Ficar doente e não poder ficar em casa porque há pessoas a contar connosco e coisas que não podem ficar para amanhã.

 

- Conduzir a cantar aos berros no carro e "quero lá saber da pessoa que fica a olhar para mim no semáforo!".

 

- Ter crises sobre "O quê que eu estou a fazer?" e "Isto serve para quê?" e que resultam em maratonas de séries enfiada debaixo do cobertor (recomendo muito a 2ª temporada de Stranger things, de This is us e a nova série de comédia Young Sheldon).

 

- Perder a vergonha de admitir que gostamos de alguma coisa (ou alguém) muito pouco popular ou tão popular que fica mal dizer que se gosta.

 

- Não ter paciência para coisas que, no final do dia, não têm mesmo importância nenhuma (ou só têm a importância que lhes dermos).

 

E para vocês, o quê que significa ser adulto?

Afinal, os livros servem para quê?

23.11.17 | Inês

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PENSAR

Há uns meses a J. K. Rowling partilhou um estudo no twitter que mostrava que as pessoas que tinham lido Harry Potter tinham menos probabilidade de votar em Trump porque reconheciam nele traços de personalidade semelhantes aos de Voldemort. Sim, a sério. Ler ajuda-nos a encontrar ligações, por exemplo, entre momentos históricos passados e acontecimentos recentes. Ou mesmo entre o personagem de um mundo mágico e um político atual. Porque não?

 

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Músicas que nos marcam

14.11.17 | Inês

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Medicine, law, business, engineering, these are noble pursuits and necessary to sustain life. But poetry, beauty, romance, love - these are what we stay alive for.

Só falta a música para esta frase do filme o «Clube dos poetas mortos» ser perfeita. A arte é infinitamente importante e talvez a música seja a mais acessível e consensual. A música salva-nos todos os dias. Torna os momentos bons melhores e os maus menos duros.

 

Na sequência deste post sobre os livros que me marcam, aqui ficam 4 músicas importantes na minha vida e as histórias que lhes associo. 

 

Let it be dos Beatles

Foi a ver o filme «I am Sam» pela primeira vez numa aula qualquer no secundário que ganhei curiosidade pelos Beatles. O filme (que vale muito a pena) está cheio de referências à banda. Começei por «Lucy in the sky with diamonds» mas a minha preferida é mesmo a «Let it be».

 

Iris dos Goo Goo Dolls

Verão, Grécia, 2013.

Foi a minha primeira vez no país mas estava longe de ser a última. Estava a fazer voluntariado num centro de reabilitação de tartarugas marinhas (falei sobre isso aqui). A melhor parte (além das tartarugas) foi fazer amigos que ficaram até hoje. A pior foi chegar ao fim e vê-los ir embora, um a um. Esta música tocava sempre, sempre nesses momentos.

 

Free dos Rudimental

Era Verão mas estava um vento gelado que mais fazia parecer Inverno. É assim o mês de Agosto no norte da Holanda. Estava a viver numa casa partilhada com mais 15 voluntários num projeto ligado a focas. Por um motivo que não sei explicar, os voluntários eram quase todos espanhóis. Naquele Verão gelado aprendi as maravilhas de comer chocolate ao pequeno-almoço (com os holandeses) e de comer muito e bem ao jantar (com os espanhóis). Esta música ecoava muitas vezes pela casa cheia de gente, entre conversas em espanhol misturado com português e inglês, e fazia-me sempre lembrar as focas em liberdade.

 

Drops of Jupiter dos Train

Não sei quando ouvi esta música pela primeira vez mas tive um daqueles momentos de "Como é que eu não conhecia isto?". Até hoje, é a minha música preferida. A única que sempre que começa a tocar no carro, tenho de cantar até ao último verso, mesmo que já tenha chegado ao destino.

Dormir com paralisia do sono

02.11.17 | Inês

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As minhas primeiras memórias de miúda estão associadas a insónias. Ou demorava horas para adormecer ou acordava a meio da noite e vagueava pela casa. Acabava sempre no escritório a folhear os livros que preenchiam as estantes. Depois passava a noite inteira a ler e ia para a escola, cheia de sono, na manhã seguinte. Anos depois, dormir continua a ser a minha maior fonte de dores de cabeça e cansaço. Durmo melhor do que há uns anos atrás mas não há coisa que inveje mais nos outros do que alguém me dizer que deita a cabeça na almofada e adormece logo. Quem me dera.

 

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