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MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

Book tag: by the book

16.11.16 | Inês

Qual o livro que está na tua cabeceira?

A minha herança de Barack Obama - mar de maio.JPG

«A minha herança» de Barack Obama. Acho extraordinário que Obama tenha escrito esta autobiografia com vinte e poucos anos, acabado de sair da faculdade de direito. É um livro bem escrito e adorei a primeira parte, que segue a infância passada entre o Havai e a Indonésia.

 

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Razões para ler «A verdade sobre o caso Harry Quebert»

07.11.16 | Inês

“Tudo o que sei é que a vida é uma sucessão de opções que depois temos de saber assumir.”

A verdade sobre o caso Harry Quebert.JPG

O problema dos bestsellers são sempre as expectativas. Já tinha ouvido falar muito deste livro mas, não fosse ser um daqueles casos em que popularidade não reflete qualidade, fui adiando a leitura. Não foram precisas muitas páginas para me render às evidências. «A verdade sobre o caso Harry Quebert» é um livro muito bem conseguido.

 

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Biblioteca virtual

07.11.16 | Inês

Biblioteca virtual - mar de Maio.jpg

Nesta página estão todos os livros referidos no blog, com links para os respetivos posts.

 

Autores de língua portuguesa

Afonso Cruz - Flores

Catarina Furtado - O que vejo e não esqueço

Joel Neto - Arquipélago

José Cardoso Pires - Balada da praia dos cães

José Cardoso Pires - Des profundis, valsa lenta

José Saramago - As intermitências da morte

Martha Medeitos - A graça da coisa

Sophia de Mello Breyner Andresen - Mar

 

 Autores estrangeiros

Albertus Seba - Cabinet of Natural Curiosities 

Andy Weir - O marciano

Livre (de Cheryl Strayed) - review e melhor parte do livro

A amiga genial (tetralogia de Elena Ferrante) – review 1, 23 e 4

Elizabeth Gilbert - Comer, orar e amar

Ellie Wiesel - A noite 

George Orwell - A quinta dos animais 

Haruki Murakami - Sputnik, meu amor

Heinrich Harrer - Sete anos no Tibete

Herman Hesse - Siddhartha

Isabel Allende - A casa dos espíritos 

Jeannette Walls - O castelo de vidro

Joel Dicker - A verdade sobre o caso Harry Quebert 

Jon Krakauer - O lado selvagem

Kate kirby - A sombra de Mary Stuart 

Luis Sepúlveda - Mundo do fim do mundo

Margaret Atwood - The Handmaid's tale

Milan Kundera - A insustentável leveza do ser

Paul Kalanithi - When breath becomes air

Piper Kerman - Orange is the new black

Stephen King - Carrie 

Trevor Noah - Born a crime

  

Literatura infantil/juvenil

J. K. Rowling - Harry Potter

J. K. Rowling - Harry Potter and the cursed child

J. M. Barrie - Peter Pan

L. Frank Baun - O feitiçeiro de Oz

Louisa May Alcot - Mulherzinhas 

Leonardo DiCaprio e o documentário «Before the Flood»

02.11.16 | Inês

Before the Flood.jpg

Passou ontem na RTP1 o documentário de Leonardo DiCaprio sobre os últimos 3 anos, em que viajou pelo mundo à procura de soluções para as alterações climáticas. Acho que é difícil ficar indiferente ao cenário negro, mas realista que o documentário vai apresentando. É que é preciso fazer muita coisa… e quase ninguém faz nada.

 

A começar pelos políticos. Muitos deles nem sequer acreditam que o aquecimento global seja uma realidade, sendo um deles o possível próximo presidente dos Estados Unidos (Donald Trump), o que é muito preocupante. Cimeiras como a de Paris servem para preencher relatórios com promessas de targets a cumprir, mas não obrigam efetivamente os países a cumprirem-nos.

 

Mas deixemos de lado a parte política. Isso é importante, mas as ações individuais também. Não tenho grande moral para falar sobre o assunto e até hesitei em escrever este post… A frase que mais me marcou no filme foi quando, logo no início, DiCaprio dizia que quando se começava a falar de alterações climáticas, toda a gente se aborrecia. É do género “fogo, lá vêm eles com as alterações climáticas outra vez…” E eu percebo. Porque simplesmente não nos afeta. Sabemos que está a acontecer, vemos o tempo a mudar de ano para ano (ou não estivesse um calor de Verão no final de Outubro) mas isso (ainda) não prejudica a nossa vida.

 

Na teoria, importamo-nos (quase) todos com o aquecimento global. Mas na prática não fazemos nada. Não estamos dispostos a mudar o nosso estilo de vida por causa disso. E eu não sou exceção. O computador portátil (de onde escrevo este post) e as minhas duas viagens de avião por ano já ultrapassam a quantidade de emissões de carbono a que tenho direito por ano. Sim, só isso. Fora o resto. E isso mostra o quanto o problema é grave e difícil de resolver.

 

Na prática, não parece assim tão difícil. Não andar de avião. Nem de carro. Não comer carne vermelha. Comprar produtos locais. Mudar o menos possível de computador. Usar painéis solares. Mas é, porque implica mudarmos completamente de estilo de vida. Por um lado, não estamos dispostos a isso. Por outro, enquanto não houver um movimento conjunto da sociedade para aplicar tudo isto, continuamos todos a fazer (quase) nada.

 

Mas sim, há sempre coisas que podemos (e devemos) fazer. É quase impossível vivermos abaixo da nossa quota parte de emissões de carbono por ano. Mas podemos diminui-las. Não abdico do meu computador, nem de andar de avião, mas posso deixar de comer carne de vaca (já deixei), comprar mais produtos localmente e diminuir a minha pegada aí, por exemplo. Pelo menos, já estou a pensar no assunto e a fazer alguma coisa, mesmo que ainda seja (muito) pouco.

 

O documentário está disponível no Youtube, para quem não quiser ficar indiferente.