Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

14
Jul15

Um livro favorito

Verdade, também isso se perde porque a memória, aprendi por mim, é indispensável para que o tempo não só possa ser medido como sentido.

José Cardoso Pires em «De profundis, Valsa Lenta»

De Profundis, Valsa lenta.JPGNão sei muito bem se há alguma forma de medir o quanto gostamos dos livros que nos marcam mas, se me coubesse a mim decidir, seria o quanto nos lembramos deles uns tempos depois de os lermos.

Li este livro há mais de quatro anos. Reli-o agora. Já não me lembrava das palavras exactas mas a ideia de que a memória nos faz ser quem somos nunca a esqueci.

 

Dificilmente consigo imaginar alguma coisa tão desconcertante, como perdermos a memória de quem somos, donde viemos, o que fizemos e como chegámos até ali.

A memória é feita de uma teia de fios invisíveis que nos unem à vida, que nos ligam às pessoas que conhecemos, aos sítios onde fomos felizes. A memória dá-nos sentido.

 

Escrever, no fundo, também é uma forma de guardar memórias e de lhes dar sentido. Ou, como dizia Gabriel García Márquez é "viver para contá-la".

Ler também:

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D

Follow