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MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

MAR DE MAIO

30
Nov17

Ser adulto é isto?

Num episódio da série The middle desta temporada, de que já falei aqui, há uma parte em que Frankie (a mãe) explica ao Axl, acabado de sair da universidade, que ser adulto é ter sempre medo: de falhar, de não arranjar emprego, de não ter dinheiro, de não fazer dinheiro, de alguma coisa correr mal ou de correr tudo mal, de ficarmos doentes antes de um compromisso importante, de tomar a decisão errada, de mudar ou de ficar na mesma. Enfim. Dito assim, parece tudo mau. Não é, tem certamente coisas más ou menos boas. Mas depois existem aqueles momentos de puro contentamento com o momento presente que me lembram sempre esta cena fantástica do filme "The perks of being a wallflower".

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Ser adulto é isto:

 

- Conhecer pessoas que morrem e que já não são só os nossos avós. Ter números de telefone e mails que já não ligam a ninguém.

 

- Ficar doente e não poder ficar em casa porque há pessoas a contar connosco e coisas que não podem ficar para amanhã.

 

- Conduzir a cantar aos berros no carro e "quero lá saber da pessoa que fica a olhar para mim no semáforo!".

 

- Ter crises sobre "O quê que eu estou a fazer?" e "Isto serve para quê?" e que resultam em maratonas de séries enfiada debaixo do cobertor (recomendo muito a 2ª temporada de Stranger things, de This is us e a nova série de comédia Young Sheldon).

 

- Perder a vergonha de admitir que gostamos de alguma coisa (ou alguém) muito pouco popular ou tão popular que fica mal dizer que se gosta.

 

- Não ter paciência para coisas que, no final do dia, não têm mesmo importância nenhuma (ou só têm a importância que lhes dermos).

 

E para vocês, o quê que significa ser adulto?

18
Out17

O que mede a importância da nossa vida?

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Há umas semanas li um artigo no "The New York Times" que se chamava "You'll never be famous – and it's ok". Ao contrário do que esperava, o artigo não fala sobre aquela ideia tão americana da fama fácil (estilo Kardashians) mas foca-se mais na pressão imposta pela sociedade para se fazer alguma coisa extraordinária e ser-se reconhecido por isso. Começar uma rede social, terminar uma crise humanitária, descobrir a cura para uma doença, enfim, tudo isso.

 

O autor conta a história de dois personagens (um casal) de um livro que vivem completamente focados nos seus sonhos. Assim que li esta história lembrei-me a frase de Dumbledore em Harry Potter, quando ele diz que não serve de nada trabalharmos para os nossos sonhos, se nos esquecermos de viver. Bom, mas na história os sonhos desvanescem com o tempo e acabam por não se concretizar. No final, enquanto ele vive amargurado com esse resultado, ela decide viver com isso (ou apesar disso):

Rather than succumb to the despair of thwarted dreams, she embraces her life as it is and contributes to those around her as she can.

 

 

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27
Set17

Vale a pena seguir os sonhos?

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Conversava no outro dia com uma amiga que tem uma colega de faculdade de quem não gosta particularmente. Basicamente, ela sente que a amiga a deita constantemente abaixo, exaltado os seus próprios feitos e criticando os dela (e de outros colegas). Eu disse que percebia. Na verdade, já fui assim. Entretanto, percebi que as notas e o sucesso profissional não fazem de nós mais do que os outros. Há tantas coisas mais importantes: saber ouvir, ser curioso e interessado pelo mundo em que vivemos, seguir as coisas que nos fazem felizes (mesmo que como hobbies) porque nos levam a sítios (e a perspectivas) que jamais teríamos imaginado.

 

Entretanto, li este texto (é longo e em inglês mas recomendo vivamente) e percebi que é muito mais do que isso. Esta ideia que temos (e que é muito imposta pela sociedade) de que se seguirmos os nossos sonhos, por muito irreais que sejam, chegamos à felicidade é absurda. Muitas vezes, um sonho não passa de uma imagem bonita de um resultado final ideal. Uma meta qualquer que achamos que, quando atingida, nos traz todo o reconhecimento alheio e a felicidade interna. Ora, isto é mentira.

 

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21
Mar17

É preciso um bocado de paixão + leiam este livro

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Fui para o Brasil muito desanimada com tudo. Com a faculdade, com o que fazer depois da faculdade, com o paradigma de “eu quero fazer aquilo de que gosto mas também quero alguma segurança e independência”. Eu sei, é o dilema típico de quem está em final de licenciatura ou mestrado e fica meio perdido com o que vem a seguir.

 

Às vezes, acontece termos a sorte de ler um livro que põe em palavras o que estamos a sentir, melhor do que seríamos capazes de o fazer. Foi isso que me aconteceu com o livro «Comer, orar e amar» de Elizabeth Gilbert. Para quem não conhece, a autora passou por um divórcio complicado e decidiu viajar por Itália, Índia e Bali durante um ano.

 

 

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