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MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

O que mede a importância da nossa vida?


Inês

18.10.17

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Há umas semanas li um artigo no "The New York Times" que se chamava "You'll never be famous – and it's ok". Ao contrário do que esperava, o artigo não fala sobre aquela ideia tão americana da fama fácil (estilo Kardashians) mas foca-se mais na pressão imposta pela sociedade para se fazer alguma coisa extraordinária e ser-se reconhecido por isso. Começar uma rede social, terminar uma crise humanitária, descobrir a cura para uma doença, enfim, tudo isso.

 

O autor conta a história de dois personagens (um casal) de um livro que vivem completamente focados nos seus sonhos. Assim que li esta história lembrei-me a frase de Dumbledore em Harry Potter, quando ele diz que não serve de nada trabalharmos para os nossos sonhos, se nos esquecermos de viver. Bom, mas na história os sonhos desvanescem com o tempo e acabam por não se concretizar. No final, enquanto ele vive amargurado com esse resultado, ela decide viver com isso (ou apesar disso):

Rather than succumb to the despair of thwarted dreams, she embraces her life as it is and contributes to those around her as she can.

 

 

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Vale a pena seguir os sonhos?


Inês

27.09.17

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Conversava no outro dia com uma amiga que tem uma colega de faculdade de quem não gosta particularmente. Basicamente, ela sente que a amiga a deita constantemente abaixo, exaltado os seus próprios feitos e criticando os dela (e de outros colegas). Eu disse que percebia. Na verdade, já fui assim. Entretanto, percebi que as notas e o sucesso profissional não fazem de nós mais do que os outros. Há tantas coisas mais importantes: saber ouvir, ser curioso e interessado pelo mundo em que vivemos, seguir as coisas que nos fazem felizes (mesmo que como hobbies) porque nos levam a sítios (e a perspectivas) que jamais teríamos imaginado.

 

Entretanto, li este texto (é longo e em inglês mas recomendo vivamente) e percebi que é muito mais do que isso. Esta ideia que temos (e que é muito imposta pela sociedade) de que se seguirmos os nossos sonhos, por muito irreais que sejam, chegamos à felicidade é absurda. Muitas vezes, um sonho não passa de uma imagem bonita de um resultado final ideal. Uma meta qualquer que achamos que, quando atingida, nos traz todo o reconhecimento alheio e a felicidade interna. Ora, isto é mentira.

 

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É preciso um bocado de paixão + leiam este livro


Inês

21.03.17

comer-orar-amar-elizabeth-gilbert

Fui para o Brasil muito desanimada com tudo. Com a faculdade, com o que fazer depois da faculdade, com o paradigma de “eu quero fazer aquilo de que gosto mas também quero alguma segurança e independência”. Eu sei, é o dilema típico de quem está em final de licenciatura ou mestrado e fica meio perdido com o que vem a seguir.

 

Às vezes, acontece termos a sorte de ler um livro que põe em palavras o que estamos a sentir, melhor do que seríamos capazes de o fazer. Foi isso que me aconteceu com o livro «Comer, orar e amar» de Elizabeth Gilbert. Para quem não conhece, a autora passou por um divórcio complicado e decidiu viajar por Itália, Índia e Bali durante um ano.

 

 

O melhor deste ano pelo blog


Inês

29.12.16

Foto Heather Page.jpg

À parte de toda a loucura a que assistimos pelo mundo em 2016, uma das coisas boas da minha vida este ano foi escrever por aqui. Começo o novo ano com um estágio de dois meses fora de Portugal.

Resta-me agradecer ao sapo por ter destacado vários posts ao longo do ano e por ser uma plataforma excelente de alojamento. E a todos os que passaram por aqui, favoritaram e deixaram comentários. Um blog sem interação perde a graça, por isso, obrigada!

 

Aqui ficam os meus posts preferidos deste ano:

Não era para mim


Inês

24.10.16

não era para mim.jpg

If a book is tedious to you, don’t read it; that book was not written for you.

 

A frase é de Jorge Luís Borges (vi aqui) e faz-me cada vez mais sentido. Nos últimos tempos tenho pegado em livros, começado a ler livros e largado livros. O último foi "O Apocalipse dos Trabalhadores" de Valter Hugo Mãe. É o primeiro livro que leio do escritor. Gostei da escrita, mas não me interessei pelas personagens nem pela história. Não faz mal, não foi escrito para mim. Parei a meio.

 

Ler o livro certo na altura certa resulta sempre nas melhores experiências de leitura. Já perdi a conta aos livros que começei a ler e não gostei, só para voltar a tentar meses ou anos mais tarde e adorar (aconteceu-me com este, por exemplo). Um livro que não nos entusiasma numa determinada altura pode tornar-se num dos melhores que já lemos, se acertarmos no tempo certo para o fazer.

 

"Não era para mim" vai passar a ser a minha resposta quando me perguntarem sobre filmes, livros, músicas aos quais reconheço qualidade mas que, ainda assim, não me acrescentaram nada.

 

Quanto aos livros, cada vez concordo mais com as palavras de Doris Lessing sobre a melhor forma de ler:

There is only one way to read, which is to browse in libraries and bookshops, picking up books that attract you, reading only those, dropping them when they bore you, skipping the parts that drag — and never, never reading anything because you feel you ought, or because it is part of a trend or a movement. Remember that the book which bores you when you are twenty or thirty will open doors for you when you are forty or fifty — and vice-versa. Don’t read a book out of its right time for you.

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