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MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

21
Mar17

É preciso um bocado de paixão + leiam este livro

comer-orar-amar-elizabeth-gilbert

Fui para o Brasil muito desanimada com tudo. Com a faculdade, com o que fazer depois da faculdade, com o paradigma de “eu quero fazer aquilo de que gosto mas também quero alguma segurança e independência”. Eu sei, é o dilema típico de quem está em final de licenciatura ou mestrado e fica meio perdido com o que vem a seguir.

 

Às vezes, acontece termos a sorte de ler um livro que põe em palavras o que estamos a sentir, melhor do que seríamos capazes de o fazer. Foi isso que me aconteceu com o livro «Comer, orar e amar» de Elizabeth Gilbert. Para quem não conhece, a autora passou por um divórcio complicado e decidiu viajar por Itália, Índia e Bali durante um ano.

 

 

29
Dez16

O melhor deste ano pelo blog

Foto Heather Page.jpg

À parte de toda a loucura a que assistimos pelo mundo em 2016, uma das coisas boas da minha vida este ano foi escrever por aqui. Começo o novo ano com um estágio de dois meses fora de Portugal.

Resta-me agradecer ao sapo por ter destacado vários posts ao longo do ano e por ser uma plataforma excelente de alojamento. E a todos os que passaram por aqui, favoritaram e deixaram comentários. Um blog sem interação perde a graça, por isso, obrigada!

 

Aqui ficam os meus posts preferidos deste ano:

24
Out16

Não era para mim

não era para mim.jpg

If a book is tedious to you, don’t read it; that book was not written for you.

 

A frase é de Jorge Luís Borges (vi aqui) e faz-me cada vez mais sentido. Nos últimos tempos tenho pegado em livros, começado a ler livros e largado livros. O último foi "O Apocalipse dos Trabalhadores" de Valter Hugo Mãe. É o primeiro livro que leio do escritor. Gostei da escrita, mas não me interessei pelas personagens nem pela história. Não faz mal, não foi escrito para mim. Parei a meio.

 

Ler o livro certo na altura certa resulta sempre nas melhores experiências de leitura. Já perdi a conta aos livros que começei a ler e não gostei, só para voltar a tentar meses ou anos mais tarde e adorar (aconteceu-me com este, por exemplo). Um livro que não nos entusiasma numa determinada altura pode tornar-se num dos melhores que já lemos, se acertarmos no tempo certo para o fazer.

 

"Não era para mim" vai passar a ser a minha resposta quando me perguntarem sobre filmes, livros, músicas aos quais reconheço qualidade mas que, ainda assim, não me acrescentaram nada.

 

Quanto aos livros, cada vez concordo mais com as palavras de Doris Lessing sobre a melhor forma de ler:

There is only one way to read, which is to browse in libraries and bookshops, picking up books that attract you, reading only those, dropping them when they bore you, skipping the parts that drag — and never, never reading anything because you feel you ought, or because it is part of a trend or a movement. Remember that the book which bores you when you are twenty or thirty will open doors for you when you are forty or fifty — and vice-versa. Don’t read a book out of its right time for you.

15
Set16

Os 20's

Os 20s e a passagem do tempo.jpg

Deve ser culpa de Setembro. Um mês que nos lembra que o Verão acaba, como tudo o que é bom e vale a pena, e que a vida se renova. O certo é que ando a pensar na passagem do tempo. Nem por acaso, há umas semanas li este texto no The Fresh Exchange e estas palavras têm andado a ecoar na minha cabeça:

I began to realize that your 20’s are the most critical in defining your path for your life. Sure you can switch your path at any point, but in your 20’s the risks are lowest so it is the time to shift things, try things, and fail a lot. Your 20’s you can be broke and stupid. In your 20’s you can travel the cheapest. In your 20’s you can try everything. What I realized is that your 20’s are about exploration and finding the bounds of life and the life you want to live. When you try a lot of things whether it be jobs, dating, travel, food, places to live, or some combo of it all, you are able to figure out clearly and with a lot of confidence exactly the life you want and need. (...)

If you are a 20-something and you are feeling this pressure to adult so very hard by your families, your friends, and by the world don’t fall into a rut of living a life you don’t want because you felt the pressure to settle in and get your ducks in a row. Don’t miss out on living and spending your 20’s developing yourself, finding confidence in yourself, learning who you are in this big ole world, and even more importantly learning who you aren’t. Do all you can to spend your 20’s developing the path you know you are meant to be on and that brings you joy.

Não podia concordar mais com o texto. Quando o li, tive aquela sensação boa de que alguém pôs em palavras aquilo que penso, muito melhor do que eu o teria feito. A verdade é que, felizmente, já perdi a conta às pessoas que conheci que aproveitaram os 20's para mudar de percurso, passar algum tempo a viajar ou a fazer voluntariado numa ONG, ou simplesmente a fazer alguma coisa que não tem absolutamente nada a ver com a sua área de estudos, só pelo gosto de experimentar. Da minha parte, inspiro-me em cada uma dessas pessoas e tenho aproveitado os últimos anos para experimentar (quase) tudo aquilo que me deixa a pensar "E porque não?".

 

Talvez quando chegar aos 30 (ou então nem aí) possa dizer que sei o que quero. Mas para já, andar à procura de respostas só me tem dado mais perguntas.

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