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MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

O post que nunca pensei escrever (sobre Miley Cyrus)


Inês

04.10.17

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Há anos que não ouvia um cd em loop. Até há umas poucas semanas atrás, os meus conhecimentos sobre Miley Cyrus resumiam-se a saber que ela tinha feito de Hannah Montana (que nunca vi), que cantava músicas (que nunca ouvi) e que tinha feito cinema (vi o «The last song» e adorei porque, bom, tem tartarugas marinhas e não há nada neste mundo que me faça mais feliz do que tartarugas marinhas!).

 

Mas eis que, há umas semanas atrás ouvi o primeiro single deste novo álbum pela primeira vez. Malibu. Não gostei, achei aborrecido. Mas ouvi uma segunda, e uma terceira vez e adorei. Vivo ao pé do mar e não quero outra coisa, percebo o fascínio, e ouvir aquela música no carro a descer a marginal junto ao mar faz-me lembrar do porquê da música tornar a nossa vida infinitamente melhor. Nos emmys deste ano, Alec Baldwin agradeceu o seu emmy (por ter feito de Donald Trump no Saturday Night Live) a dizer que quando morremos não nos lembramos de uma lei que o congresso passou, mas sim de um poema, um filme, uma música. A arte é infinitamente importante.

 

Malibu foi o início. Depois fui ouvindo músicas antigas (como a cover de «Don’t dream it’s over» no concerto de Manchester e esta versão genial de «The climb» (cantada por um concorrente do The voice)) e novas (como a «Inspired» que foi escrita e entregue a Hillary Clinton, depois da derrota nas eleições americanas e esta cover de «No love, no freedom» a propósito do que aconteceu em Las Vegas). Contra todas as minhas expectativas, gostei. Pronto, eu admito, gostei muito. Adoro música mas a tentação de tornar tudo comercial anda a transformar toda e qualquer música em mais do mesmo. Neste álbum, Miley escreveu todas as letras (o que é muito raro) e a música não é pop nem country, é diferente mas não demasiado alternativa.

 

E depois, a pesquisar sobre a letra de uma das músicas, percebi que Miley é vegan. Algo que admiro cada vez mais e a que reconheço muitos benefícios e que, sinceramente, gostava de me tornar um dia. Também resgata animais, entre cães, póneis, porcos e gatos, há de tudo um pouco por Malibu (e muitas músicas sobre eles também).

 

Enfim, pela primeira vez em anos ando a ouvir um albúm inteirinho em loop, da primeira à última música. Para quê? Talvez para voltar àquela fase em que punha os cd’s a tocar no carro e o dia ficava instantaneamente melhor, em que um álbum se ouvia do princípio ao fim pela ordem em que foi pensado e trabalhado e em que a força das letras importava um bocadinho mais do que as views no youtube e a esperança de ser o próximo despacito.

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