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MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

O fim da tetralogia de Elena Ferrante


Inês

12.07.16

«Se o livro que estamos a ler não nos acorda como se fosse um punho a bater no nosso crânio, para quê lê-lo?»

Kafka

Elena Ferrante

Acabei de ler os dois últimos livros da tetralogia de Elena Ferrante há semanas e já tenho saudades do ambiente de Nápoles. Estes livros são a continuação da vida das personagens Lila e Lenú pela idade adulta e depois pela velhice. Curiosamente, o que mais me marcou nestes dois últimos livros não foi a história mas a componente social. As lutas dos operários por condições melhores, o aparecimento da pílula, o papel das mulheres que ficam em casa a tratar dos filhos versus os homens que podem continuar a subir na carreira.

 

Algumas frases favoritas dos livros:

Cada opção que fazemos tem a sua história, quantos momentos da nossa vida estão recalcados num canto à espera de uma saída, e a saída acaba por chegar.

História de Quem Vai e de Quem Fica

Em que desordem vivíamos, quantos fragmentos de nós saltavam para longe, como se viver fosse explodir em estilhaços.

História da Menina Perdida

«Não é loucura, Dede, é dor.»

«Nunca deitou uma lágrima.»

«As lágrimas não são a dor.»

«Sim, mas sem as lágrimas, quem é que te garante que a dor existe?»

«Existe, e por vezes é uma dor ainda maior.»

História da Menina Perdida

Ao contrário do que acontece nas histórias, a vida real, quando é passado, não se debruça sobre a claridade mas sim sobre a obscuridade.

História da Menina Perdida

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