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MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

22
Ago16

Chania, Creta em 12 fotografias

Voltei da Grécia há uns dias e já tenho saudades. Estive por lá cinco semanas a fazer voluntariado (hei-de escrever sobre isso) na zona de Chania, ilha de Creta.

 

O que tem mais graça na Grécia são os detalhes. As ruas escondidas e estreitas, as lojinhas de artesanato e de pintura, as flores por todo o lado, os mercados, os vendedores de rua. Chania, uma cidade portuária na ilha de Creta não é excepção. Ficam aqui 12 das fotografias que tirei nas muitas caminhadas pela cidade:

 

Mandala

 Este senhor (infelizmente escapou-me o nome) vende Mandalas - peças de joalharia que podem ser moldadas com as mãos - nas ruas de Chania. Aprendeu a fazê-las na Índia, vendeu-as no Nepal e, por fim, em 1984, fixou-se em Creta.

 

17
Ago15

A África do Sul em 30 fotografias

Estas fotografias não são uma melhor lembrança da viagem do que os panfletos dos sítios onde fiquei, os bilhetes de avião e os rands (moeda sul-africana) que fui guardando nos bolsos. São recordações vivas da viagem, mas não são as minhas memórias.

São um conjunto de fotografias que resultaram de duas semanas por Joanesburgo e Pretória, no norte e George, no sul. Mas há muita coisa que as fotos não mostram.

 

 

27
Jul15

Sonho de miúda

Patricia Metola.jpg

Ilustração de Patrícia Metola

 

Há uns largos meses tive 20 segundos de coragem e um rasgo de sorte. Inscrevi-me numa viagem muito pouco convencional.

 

Muita coisa mudou desde então. Mas, porque dos sonhos de infância nunca se abre mão e nunca se vira às costas, vou partir daqui a uns dias para uma verdadeira aventura por terras sul africanas.

 

Volto a meio de Agosto, certamente com muito para contar.

06
Jun15

Constelações de pessoas

DSCF3938.JPG

Os sítios para onde vou são constelações de pessoas.

Quando recupero memórias de viagem não me ocorrem monumentos. Nem paisagens. Nem comida. São pessoas.

Admito, sem problemas, que cada vez me interessam menos as atrações turísticas. Os museus e as igrejas dizem-me pouco por estes dias. E admito, também, que as viagens me têm tornado uma pessoa de pessoas. Gosto cada vez mais de pessoas. De ouvir as suas histórias. Do diálogo franco que resulta das primeiras conversas entre pessoas que não se conhecem.

 

Estive na Grécia num intercâmbio, com quase trinta pessoas de vários países da Europa. O melhor foi isto: conhecer pessoas pelo gosto de conhecer pessoas. Partilhar. O menos bom é que quando nos acomodamos com o sítio e as pessoas, acaba. O tempo é sempre pouco.

O que fica são memórias de interações com pessoas - momentos. Memórias que vivem connosco até o esquecimento as atingir. As que nos encantam, nos magoam, nos transformam.

 

Podemos acumular tudo o que é material mas, no fim, só levamos memórias. As que nos pertencem porque as fizemos e as que nos pertencem porque os outros as fizeram em nós.

 

Tassos, Grécia

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