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MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

11
Abr17

A graça da coisa

graça-da-coisa-martha-medeiros

Se vos falar em Martha Medeiros talvez o nome não vos diga nada. Mas é provável que já tenham lido este poema maravilhoso que começa por Morre lentamente e cujos meus versos preferidos são:

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.

Este poema tornou-se viral há uns anos atrás e por uma daquelas tiradas cruéis da internet foi atribuído erradamente a Pablo Neruda. Na verdade, pertence a esta cronista brasileira.

Quando viajo gosto sempre de comprar, pelo menos, um livro de um autor do país. O Brasil quase foi a exceção porque só me lembrei disso no aeroporto. A opção de escolha não era muita mas assim que reconheci a autora daquele poema na capa de um livro, nem pensei duas vezes.

 

Não sei do que estava à espera, mas não esperava o que encontrei. Parei a cada crónica lida para pensar nas palavras da autora, reli várias crónicas, fui lendo aos poucos para assimilar, pus post-its em dezenas de crónicas para depois tirar algumas passagens e acabei o livro maravilhada.

 

21
Mar17

É preciso um bocado de paixão + leiam este livro

comer-orar-amar-elizabeth-gilbert

Fui para o Brasil muito desanimada com tudo. Com a faculdade, com o que fazer depois da faculdade, com o paradigma de “eu quero fazer aquilo de que gosto mas também quero alguma segurança e independência”. Eu sei, é o dilema típico de quem está em final de licenciatura ou mestrado e fica meio perdido com o que vem a seguir.

 

Às vezes, acontece termos a sorte de ler um livro que põe em palavras o que estamos a sentir, melhor do que seríamos capazes de o fazer. Foi isso que me aconteceu com o livro «Comer, orar e amar» de Elizabeth Gilbert. Para quem não conhece, a autora passou por um divórcio complicado e decidiu viajar por Itália, Índia e Bali durante um ano.

 

 

07
Mar17

Guarujá (Brasil) em 17 fotografias

casa-flutuante

No Guarujá, litoral do estado de São Paulo, a cerca de duas horas do centro da cidade, não se vai a lado nenhum sem carro (ou ônibus). Olho pela janela e observo as ruas e as lojas que definitivamente não podiam ser portuguesas. As montras pobres, o ar meio desleixado, meio decadente que agora reconheço como o jeito brasileiro de fazer o melhor com pouco. Pelo menos aqui, quase no meio do nada, longe das grandes cidades e das ruas turísticas. Vejo o Perequê ao fundo, a praia cheia de barquinhos de pesca, onde uns miúdos se atiram ao mar poluído de uma ponte de madeira. Os cães na rua pedem festas a toda a gente que passa. Vou ao supermercado e há rapazes adolescentes que ganham uns poucos reais a guardar as mercadorias das pessoas em sacos. Viro a cara envergonhada. Ainda não me habituei. Olho os muros altos com arame farpado e as grades nas janelas das moradias com estranheza. Mais de um mês aqui e a única coisa que aprendi foi que não sei nada do Brasil.

 

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