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MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

07
Jan16

A sombra de Mary Stuart

a sombra de mary stuart.JPG

Este livro foi uma grande surpresa. Tenho uma edição muito antiga, que nem data tem o que é uma pena porque gostava mesmo de saber de que ano é. Decidi lê-lo, apesar de achar que não ia gostar. Isto porque não gosto, nada mesmo, de romances históricos, livros de reis e rainhas e por aí fora. Mas ainda bem que o li porque há uns bons meses que não lia um livro de que gostasse tanto.

 

Mary Stuart, rainha da Escócia, é acusada de assassinar o marido. Foge e pede asilo a Elizabeth Tudor, sua prima e rainha de Inglaterra. Mary fica escondida no castelo de Bolton. A história do livro passa-se na vila próxima do castelo onde se move uma conspiração silenciosa para destronar Elizabeth Tudor (protestante), e tornar Mary Stuart (católica) na nova rainha de Inglaterra.

 

É um drama/romance muito bem escrito que me faz lembrar a escrita e o ambiente criado pelas irmãs Bronte nos livros "O monte dos vendavais" e "Jane Eyre". Recomendo muito este livro a quem gostou destes dois clássicos.

05
Jan16

Flores

Flores de Afonso Cruz.JPG

Ler um livro começa sempre pela curiosidade. Depois há os livros que vou lendo, antes de dormir, umas páginas de cada vez. Às vezes, não gosto e não os acabo. E há os outros. Os que mal chego a pousar em cima da mesa, porque não consigo parar de ler. Adormeço a pensar na história do livro e, quando acaba, continuo a pensar nas palavras que li. Devia haver um verbo para isto. Nenhuma palavra me parece suficientemente boa. Não quero escrever devorar porque me parece que implica não saborear. E não é nada disso.

 

Li “Flores” assim, quase sem o pousar em cima da mesa. Já o acabei mas ainda estou a pensar nele. Confesso que tenho pouco hábito de ler escritores portugueses, mas estou a tentar mudar isso e este foi um bom livro para começar.

 

Gostei da história, das personagens, que dão a sensação de que nos podíamos cruzar com elas na rua e gostei sobretudo do senhor Ulme e da tentativa de lhe recuperarem as memórias perdidas.

 

Nesse ano, dei o meu primeiro beijo, era a vida a provar-me que não tinha acabado tudo, que a vida é um constante recomeço, que nos pisa e nos massacra apenas para ter adubo para se recriar, num círculo nietzschiano, exibindo uma falta de consideração, tacto e educação, como se não tivesse sentimentos.

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