Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

MAR DE MAIO

Livros, viagens e tudo o que nos acrescenta

Lobos ao Crepúsculo


Inês

13.09.17

lobos.jpg

Nem sempre é fácil ver os lobos no CRLI (Centro de Recuperação do Lobo Ibérico) que fica ali para os lados da Tapada de Mafra. Este centro é um santuário que recebe animais de outros locais que ficam sem espaço para eles e de pessoas que acharam boa ideia ter uma cria de lobo em casa e mudaram de opinião quando a cria se transformou num lobo adulto.

 

Mas dizia eu que nem sempre é fácil vê-los. São noturnos e, como vivem neste centro para o resto da vida (não podem ser devolvidos à natureza porque não iam sobreviver) as instalações são enormes e cheias de vegetação, o que é ótimo para os animais, mas torna mais difícil observá-los.

 

Quando vi que o centro estava a organizar visitas ao crepúsculo durante o Verão, lá fui, na esperança de que, sendo mais tarde, fosse possível ver alguns lobos. Pouco depois da visita guiada ter começado já estávamos a olhar para um casal de lobos à nossa frente. Uma fêmea sentada, sem qualquer receio, e um macho, mais tímido atrás dela. Não fazia ideia que os lobos se confundissem tanto com a vegetação.

 

A cura para tudo: um bom livro e chocolate


Inês

05.09.17

O ano passado passei um mês a viver num parque de campismo para um projeto de voluntariado. No dia em que cheguei, sem saber o que esperar e assustada com a perspetiva daquela experiência ter sido uma péssima ideia, conheci a Mathilda. Uma rapariga francesa que estava no parque, sentada numa cadeira de madeira, com um livro na mão e um gato bebé no colo.

 

- Que mais é preciso? – disse ela. Foi nesse momento que todos os meus receios se evaporaram, tinha sido uma ótima ideia. Para além disso, um dos rapazes do acampamento (um holandês) sabia fazer um bolo de chocolate para campismo. Como assim? Bom, não vai ao forno, não precisa de batedeira e não dá trabalho nenhum. Não há vez em que faça este bolo que não me lembre daquelas pessoas, dos livros que li por ali (como este) e dos (muitos) gatos bebés do parque. Por isso, aqui fica uma sugestão de um bom livro e um bom e fácil bolo de chocolate (para campismo).

insustentável-leveza-do-ser-milan-kundera.JPG

A feira da bagageira na Ericeira


Inês

16.08.17

Feira da bagageira na Ericeira

No fim-de-semana passado a Ericeira encheu-se de carros atolados de artigos em segunda mão para a feira da bagageira. Esta feira tem passado por vários locais da região de Lisboa e qualquer pessoa se pode inscrever para vender artigos que tenha em casa, como velharias, livros, mobília, roupa, brinquedos, enfim, de tudo um pouco. Os vendedores transportam os artigos na bagageira do carro (daí o nome da feira) e vendem-nos a preços simpáticos.

 

Esta frase na página do facebook da feira resume bem as vantagens da feira:

A Feira da Bagageira promove a protecção do ambiente, evitando excessos de produção, contribuindo para a sustentabilidade do planeta e do orçamento mensal lá de casa.

 

The big sick: A história real que vale a pena ver


Inês

27.07.17

kumail-nanjiani-emily-v-gordon-the-big-sick.jpg

Esta história tem tanto de improvável como de cómica. Apesar de ser dramática. E um bocadinho existencial. Eu explico. Kumail, um comediante paquistanês a viver nos Estados Unidos apaixona-se por Emily, uma estudante de psicologia. Há um pormenor. Kumail é muçulmano e a mãe está determinada a vê-lo casar com uma rapariga da mesma religião. Emily fica doente e entra em coma. Durante esse período, Kumail conhece pela primeira vez os pais de Emily e é a relação que estabelece com eles que torna esta história extraordinária.

 

Não, esperem, o que a torna extraordinária é a história ser real. Emily e Kumail escreveram juntos o guião deste filme sobre a sua história de amor e Kumail, hoje um comediante genial, entra no filme fazendo… dele próprio.

 

“The big sick” (da Amazon) é um daqueles (raros) filmes originais, com diálogos inteligentes e personagens complexas. Fez-me rir (muito) e chorar (pouco) e é um dos melhores filmes que vi em largos meses. Se gostaram de What if (ou The f word) vão certamente gostar deste filme, que segue o mesmo género de comédia romântica alternativa.

 

Além disso, este filme é importante também porque tem um protagonista muçulmano a representar uma pessoa absolutamente normal numa produção norte-americana. Como Aziz Ansari (da série Master of none) disse numa entrevista:

If every time you see a Muslim person, it’s the f*cking guy from 24 or Homeland, yeah, it’s going to shape your opinion of all these people. If every time you saw a Muslim person on TV, and it’s my dad, you’ll be like, ‘These goofy people! They’re probably gonna ask me for a bite of my sandwich.’

Se ainda não ficaram convencidos, vejam o trailer.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D